ID - Número de tombo
1496
Título
Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, 1844
Classificação
02 Artes Visuais/Cinematográfica > 02.6 - Pintura > Paisagem (Pintura)
Denominação
Técnica
Descrição
A lagoa aqui é vista tendo à esquerda o corcovado e direita os morros da saudade e dos cabritos. ao centro a baía de jurujuba. a lagoa rodrigo de freitas teve, a princípio, o nome de lagoa de socopenopan e também foi conhecida pela denominação de lagoa diogo de amorim soares, e de sebastião fagundes varela. não longe desta lagoa, por ordem do rei de portugal, o governador antonio de salema construiu um engenho o qual, com vastas terras, foi propriedade, depois, de diogo de amorim e do citado fagundes varela. por sucessão, o engenho e as terras passaram para rodrigo de freitas castro, fidalgo da casa real falecido em 1748, e , mais tarde, para rodrigo de freitas de mello e castro, casado com josefa margarida leonor cardoso de menezes, o qual faleceu em 1803. decreto de 13 de junho de 1808 mandou incorporar o engenho e terras da lagoa, para ali se estabelecer uma fábrica de polvora e oficinas de fundição de armamentos. teve origem nesse local o jardim botânico do rio de janeiro. a propriedade compreendia toda a área que corre do forte de s. clemente até o morro dos dois irmãos e toda a extensão da praia até a serra, incluindo a lagoa propriamente dita. o imóvel foi demarcado em 1844 e desde 1825 está incorporado aos bens nacionais. existe outra versão desta aquarela registrada em gilberto ferrez "iconografia do rio de janeiro" - catálogo analítico. rio de janeiro, 2000, vol. i, item2956 (staatliche zu berlin). reproduzida em ferrez (1988), pág. 62.
Moldura/Base
Não
Termos de indexação
Coleção
Fabricante/autor
Data
__/__/1844
Século
Informações sobre a data
Manuscrito à tinta preta, ao lado da identificação do local "1844"
Altura (cm)
26
Largura (cm)
36
Possui marca ou assinatura?
Sim
Transcrição da assinatura
sem assinatura
Observações sobre Marca/Assinatura
Inscrição à tinta sépia a pincel "Lago Rodrigo (ilegível) 1844", no canto inferior esquerdo.
No verso manuscrito à tinta preta a pena "Prof. Ed. Hildebrandt", no centro do suporte.
Observação
Hildebrandt foi um dos melhores aquarelistas alemães de sua época. Estudou em Berlim com Wilhelm Krause e em Paris com Eugène Isabey. Suas pinturas de paisagens foram muito apreciadas pelo naturalista von Humboldt, de quem se tornou amigo, e que recomendou à proteção do rei Frederico Guilherme IV. Às expensas deste empreendeu diversas viagens. A primeira foi ao Brasil, aonde chegou em 1844, tendo estado no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife. Do Brasil levou uma coleção de aquarelas e desenhos com vistas e tipos humanos, todas de grande valor iconográfico. A maioria dos seus trabalhos está no "Staatliche Museen zu Berlin".
Referências bibliográficas
Registrada em Gilberto Ferrez "Iconografia do Rio de Janeiro" - Catálogo Analítico, 2000, vol. I, item 2993.





